Aline Rios
Publicado em: 07/01/2012 - 06:00 | Atualizado em: 09/01/2012 - 15:32
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou através de seu portal que os processos que discutem a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa podem entrar na pauta de julgamentos do Plenário neste ano. Atualmente, existem duas ações declaratórias de constitucionalidade e uma direta de inconstitucionalidade que tratam desta questão em tramitação no Supremo. A lei prevê novas hipóteses e prazos de inelegibilidade.
Ainda no início de dezembro, o julgamento conjunto dessas ações foi suspenso pelo pedido de vista do ministro Dias Toffoli, após o voto do relator, ministro Luiz Fux, e do ministro Joaquim Barbosa que decidiram pela constitucionalidade integral da Lei da Ficha Limpa.
Em novembro, quando teve início a apreciação dessas ações, o relator dos três processos, ministro Luiz Fux, votou pela procedência parcial das duas ações de constitucionalidade, respectivamente, pelo Partido Popular Socialista (PPS) e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. O ministro votou ainda pela improcedência da ação proposta pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPF).
Mensalão
A ação que ficou conhecida como o processo do “mensalão” também pode ser apreciada pelo Supremo neste ano. Nele, o Ministério Público Federal (MPF) aponta a existência de “um plano criminoso voltado para a compra de votos dentro do Congresso Nacional”. O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, concluiu, em dezembro, o relatório do processo e o encaminhou para o revisor, ministro Ricardo Lewandowski.
Fonte: Diário dos Campos
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
MP pede rigor na aplicação da Ficha Limpa
Aline Rios
30.12.11 - Tendo em vista a aproximação da eleição de 2012, a Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná expediu na semana que passou recomendação aos órgãos do Ministério Público que atuam nos Juízos Cíveis, tais como Varas da Fazenda Pública, e coordenadoria de Recursos Cíveis que exerçam rigoroso acompanhamento de todas as medidas judiciais que sejam propostas com o objetivo de afastar as causas de inelegibilidade relacionadas ao que prevê a Lei da Ficha Limpa em relação à desaprovação de contas no exercício de cargos e/ou funções públicas.
O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, observa que o objetivo da Procuradoria é “assegurar que não haja indevida concessão de liminar visando à suspensão da decisão de rejeição de contas, salvaguardando-se, assim, a higidez de tal decisão em ações anulatórias ou desconstitutivas”.
Para tanto, o procurador recomenda que as promotorias que atuam nestas questões adotem todas as providências possíveis, incluindo a “interposição de recursos cabíveis”, para defender o interesse público. O procurador também requer que os promotores comuniquem diretamente ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Eleitorais o teor das decisões que impliquem na suspensão da condição de inelegível.
Fonte: Diário dos Campos
30.12.11 - Tendo em vista a aproximação da eleição de 2012, a Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná expediu na semana que passou recomendação aos órgãos do Ministério Público que atuam nos Juízos Cíveis, tais como Varas da Fazenda Pública, e coordenadoria de Recursos Cíveis que exerçam rigoroso acompanhamento de todas as medidas judiciais que sejam propostas com o objetivo de afastar as causas de inelegibilidade relacionadas ao que prevê a Lei da Ficha Limpa em relação à desaprovação de contas no exercício de cargos e/ou funções públicas.
O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, observa que o objetivo da Procuradoria é “assegurar que não haja indevida concessão de liminar visando à suspensão da decisão de rejeição de contas, salvaguardando-se, assim, a higidez de tal decisão em ações anulatórias ou desconstitutivas”.
Para tanto, o procurador recomenda que as promotorias que atuam nestas questões adotem todas as providências possíveis, incluindo a “interposição de recursos cabíveis”, para defender o interesse público. O procurador também requer que os promotores comuniquem diretamente ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Eleitorais o teor das decisões que impliquem na suspensão da condição de inelegível.
Fonte: Diário dos Campos
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Igreja Católica quer Ficha Limpa em 2012
Sorocaba - A Igreja Católica expressou mais uma vez o seu desejo de ver a Lei da Ficha Limpa aplicada nas eleições de 2012.
Na sexta (16), representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e o Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, estiveram reunidos para um debate sobre o tema na CBJP/CNBB.
Na ocasião, Dom Leonardo reforçou que a CNBB trabalha contra todas as formas de corrupção e que caminha, em nome do Evangelho, por um Brasil mais justo.
O Secretário ainda priorizou um maior engajamento dos movimentos sociais contra a corrupção no trabalho de consolidar a Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele reafirmou o apoio da Igreja Católica e de seus veículos de comunicação à causa da Ficha Limpa e salientou a importância da união da sociedade e entidades na pressão ao STF pela votação da constitucionalidade da Lei naquela côrte. Disse ele: "A sensação que tenho é que algumas coisas só caminham com pressão popular".
A diretoria do MCCE, nas pessoas de Jovita Rosa, Carlos Moura e Osiris Barbosa, explanaram sobre a expectativa de um voto favorável da nova Ministra do STF, Rosa Maria Weber, caso seja preciso um voto de desempate quando do retorno da votação da Lei.
Os diretores ainda reafirmaram a luta do MCCE, de seus comitês e de sua rede pela Ficha Limpa, sobretudo por 2012 se tratar de um no ano de campanha eleitoral nos municípios.
Fonte: Equipe VIVAcidade / MCCE - 19.12.2011
Na sexta (16), representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e o Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, estiveram reunidos para um debate sobre o tema na CBJP/CNBB.
Na ocasião, Dom Leonardo reforçou que a CNBB trabalha contra todas as formas de corrupção e que caminha, em nome do Evangelho, por um Brasil mais justo.
O Secretário ainda priorizou um maior engajamento dos movimentos sociais contra a corrupção no trabalho de consolidar a Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele reafirmou o apoio da Igreja Católica e de seus veículos de comunicação à causa da Ficha Limpa e salientou a importância da união da sociedade e entidades na pressão ao STF pela votação da constitucionalidade da Lei naquela côrte. Disse ele: "A sensação que tenho é que algumas coisas só caminham com pressão popular".
A diretoria do MCCE, nas pessoas de Jovita Rosa, Carlos Moura e Osiris Barbosa, explanaram sobre a expectativa de um voto favorável da nova Ministra do STF, Rosa Maria Weber, caso seja preciso um voto de desempate quando do retorno da votação da Lei.
Os diretores ainda reafirmaram a luta do MCCE, de seus comitês e de sua rede pela Ficha Limpa, sobretudo por 2012 se tratar de um no ano de campanha eleitoral nos municípios.
Fonte: Equipe VIVAcidade / MCCE - 19.12.2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Debate sobre a corrupção encerra semana de mobilizações
Na última sexta-feira (09/12), a Semana de Combate à Corrupção, que teve início no dia 3 de dezembro, encerrou-se com uma mesa de debates na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Ponta Grossa (OAB-PG). Os convidados foram o juiz federal Antônio César Bochenek, o pastor Renato Cordeiro, da Associação dos Ministros Evangélicos de Ponta Grossa (AME) e Paulo de Tarso, representando a Diocese de Ponta Grossa.
O Comitê Ponta Grossa de Combate à Corrupção, responsável pela organização da Semana, apresentou o manifesto ‘Carta de Ponta Grossa Contra a Corrupção’, e ainda divulgou as ações realizadas pelos participantes.
O presidente do Observatório Social de Ponta Grossa (OSPG) e integrante do Comitê, Ermar Toniolo, comenta as atividades: “Houve mobilização em diferentes setores durante a Semana, como Receita Federal, Receita Estadual, Rotary e CCR Rodonorte. Também tivemos participação de estudantes, com atividades na UEPG, e o ato público no Calçadão teve adesão das pessoas que passavam pelo local”, diz.
Uma das primeiras iniciativas foi do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (DCE-UEPG) e o Centro Acadêmico João do Rio (Cajor), que organizaram, já no dia 1º de dezembro, um programa de rádio no pátio da UEPG para divulgar a Semana e promover um debate.
O coordenador de comunicação do DCE, Mozart Artmann, conta que o DCE optou por dar início às ações para marcar a participação dos estudantes: “Para o DCE, a corrupção não se manifesta somente no desvio de dinheiro, mas em outros atos, como o nepotismo e a privatização de serviços públicos”, conta.
O Conselho de Entidades também participou da Semana, com a ‘Varrição’ no Calçadão da rua Coronel Cláudio no dia 9 de dezembro, para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção. A manifestação reuniu aproximadamente 200 pessoas.
A aposentada Jussara Soares, que participou da “Varrição”, diz que apoia a mobilização e acredita que a participação deveria ser ainda maior. “A população deve prestar atenção às notícias para saber o que há de mal feito pelos políticos, e ter mais consciência na hora de votar”, conta.
Para o juiz federal Antônio César Bochenek, o combate à corrupção é mais efetivo com ações de prevenção: “Sempre que o interesse particular prejudica o interesse coletivo, estamos diante de um ato de corrupção. Precisamos de estratégias como participação social, imprensa livre e atuante, e mecanismos de controle social”, afirma.
O pastor Renato Cordeiro acredita que o combate à corrupção depende de cada pessoa: “A corrupção não pode ser combatida apenas com fatores externos”, comentou.
A Carta de Ponta Grossa contra a corrupção pode ser acessada na página do Observatório Social de Ponta Grossa no Facebook e no blog do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral: www.mccepg.blogspot.com.

Gisele Barão
O Comitê Ponta Grossa de Combate à Corrupção, responsável pela organização da Semana, apresentou o manifesto ‘Carta de Ponta Grossa Contra a Corrupção’, e ainda divulgou as ações realizadas pelos participantes.
O presidente do Observatório Social de Ponta Grossa (OSPG) e integrante do Comitê, Ermar Toniolo, comenta as atividades: “Houve mobilização em diferentes setores durante a Semana, como Receita Federal, Receita Estadual, Rotary e CCR Rodonorte. Também tivemos participação de estudantes, com atividades na UEPG, e o ato público no Calçadão teve adesão das pessoas que passavam pelo local”, diz.
Uma das primeiras iniciativas foi do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (DCE-UEPG) e o Centro Acadêmico João do Rio (Cajor), que organizaram, já no dia 1º de dezembro, um programa de rádio no pátio da UEPG para divulgar a Semana e promover um debate.
O coordenador de comunicação do DCE, Mozart Artmann, conta que o DCE optou por dar início às ações para marcar a participação dos estudantes: “Para o DCE, a corrupção não se manifesta somente no desvio de dinheiro, mas em outros atos, como o nepotismo e a privatização de serviços públicos”, conta.
O Conselho de Entidades também participou da Semana, com a ‘Varrição’ no Calçadão da rua Coronel Cláudio no dia 9 de dezembro, para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção. A manifestação reuniu aproximadamente 200 pessoas.
A aposentada Jussara Soares, que participou da “Varrição”, diz que apoia a mobilização e acredita que a participação deveria ser ainda maior. “A população deve prestar atenção às notícias para saber o que há de mal feito pelos políticos, e ter mais consciência na hora de votar”, conta.
Para o juiz federal Antônio César Bochenek, o combate à corrupção é mais efetivo com ações de prevenção: “Sempre que o interesse particular prejudica o interesse coletivo, estamos diante de um ato de corrupção. Precisamos de estratégias como participação social, imprensa livre e atuante, e mecanismos de controle social”, afirma.
O pastor Renato Cordeiro acredita que o combate à corrupção depende de cada pessoa: “A corrupção não pode ser combatida apenas com fatores externos”, comentou.
A Carta de Ponta Grossa contra a corrupção pode ser acessada na página do Observatório Social de Ponta Grossa no Facebook e no blog do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral: www.mccepg.blogspot.com.
Gisele Barão
CARTA ABERTA DE PONTA GROSSA
DEMONSTRE SUA INDIGNAÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO
O Brasil vive uma de suas piores crises. Desta vez não restrita ao setor econômico, às necessidades básicas da população ou à sua soberania, mas uma crise sem precedente no seu cerne; uma crise ética. O efeito direto disso é que a corrupção aumenta dia-a-dia em todos os setores, principalmente no setor público, e grande parte da população assiste passivamente bandidos roubarem o dinheiro público, que tem origem na arrecadação dos impostos e contribuições que todos nós pagamos.
A corrupção está em todas as esferas de poder, seja ele Executivo (governo federal, estadual ou municipal), Legislativo (congresso nacional, assembléia legislativa ou câmara de vereadores) e Judiciário (juízes ou tribunais). Mas está também entranhada nos hábitos e costumes de uma parcela significativa da população que vê com naturalidade o desvio, o achaque, a propina e o ‘por fora’. Está também no modo de vida de todo aquele que acha interessante, válido e aceitável cobrar ou pagar propina ou comissões indevidas para facilitar um negócio, livrar-se de uma penalidade ou obter qualquer vantagem. Embora seja um escândalo no plano público, é igualmente danoso no meio da sociedade civil.
Estimativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) aponta que cerca de R$ 80 bilhões são desviados a cada ano, em atos de corrupção. Todo esse dinheiro poderia – e deveria – ser investido na melhoria da vida da população, aplicado na educação, na cultura, na saúde, no saneamento básico, na segurança, na moradia popular, na construção de estradas, portos e aeroportos, no sistema de trânsito ou na pesquisa científica, de forma a proporcionar a cada brasileiro uma condição melhor, e não compor a fortuna de meliantes.
A corrupção está em todo lugar, desde quando um administrador público contrata um serviço ou uma obra com preços superfaturados em troca de receber de empresários um dinheiro “por fora”, ou quando os detentores do poder “negociam” e legislam em causa própria, aumentando vantagens, criando despesas e cargos públicos desnecessários, como acontece nos governos Federal, Estadual e Municipal, e também no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores. São milhares de “cabides de emprego” com altos salários e que não têm nenhuma necessidade para a população.
Exemplo de legislar em causa própria é a norma federal que permite que vereadores possam gastar até 5% do orçamento de seus municípios com despesas e remuneração dos próprios vereadores. Em Ponta Grossa os 5% correspondem a despesas que podem chegar a R$ 20 milhões ao ano, o que é um absurdo.
Este é o momento de todo brasileiro agir, seja em seu local de trabalho, seja na sua escola, na sua vizinhança, na sua igreja. É hora de mostrar a todos que não aceitamos, não toleramos e nos indignamos diante de tanta corrupção
Indignar-se é cobrar do seu deputado, vereador, senador, prefeito ou governador, que ele tome uma atitude concreta contra esse desvio de dinheiro público por meio da corrupção. É exigir que o legislador proponha e busque aprovar novas leis que limitem os gastos desnecessários e punam com mais rigor os corruptos e os corruptores. É exigir que nossos governantes sejam mais transparentes e melhores gestores do dinheiro público.
Indignar-se é cobrar dos membros do Ministério Público agilidade na investigação e propositura de medidas judiciais contra atos de corrupção ou de má gestão do dinheiro público. É cobrar dos membros do Judiciário para que os julgamentos sejam rápidos e as penas mais severas contra os corruptos e corruptores.
Indignar-se é participar das entidades civis organizadas, de forma que sejam fortalecidas e que a cada dia se possa utilizar e aperfeiçoar mais a tecnologia da informação como instrumento de prevenção e investigação de ações de combate à corrupção.
Indignar-se é cobrar pessoalmente de nossos políticos, que receberam nossos votos e foram eleitos, para que, além de serem honestos e bons gestores do dinheiro público, demonstrem que estão agindo desta forma, sendo transparentes. É exigir que nossos representantes políticos sejam os primeiros a cobrar dos governantes que as pessoas denunciadas por corrupção sejam afastadas imediatamente de seus cargos.
Indignar-se é também não compactuar com nenhuma forma de corrupção, mesmo as que parecem inócuas ou brandas. É agir na vida privada com a mesma lisura que se espera que os homens públicos atuem. O comportamento em casa, na rua, no trabalho, na vida enfim, dentro de padrões éticos e com respeito integral ao outro e aos seus interesses e direitos, é um passo decisivo nessa caminhada e um exemplo indestrutível para as próximas gerações.
Indignar-se é não trocar o seu voto por empregos ou favores, entendendo que o voto é um bem muito precioso e que não pode ser pago através de benefícios individuais.
Não seja omisso! Explique aos seus filhos sobre o mal que é a corrupção! Mostre sua indignação conversando com seus amigos e familiares! Leve sua indignação para os políticos e exija deles uma atitude concreta e, se ele nada fizer, na próxima eleição escolha melhor em quem votar.
Lembrando, que ano que vem é ano eleitoral. Precisamos ser responsáveis e valorizar o voto, assumindo assim o papel de cidadão. É necessário disseminar onde estivermos presente o valor e a importância do voto, não se deixando levar pelos “falsos profetas”, que usam de pífios argumentos e artifícios tecnológicos, os quais o dinheiro pode oferecer para conquistarem o poder.
Comitê Ponta Grossa de Combate a Corrupção
09 de dezembro de 2011.
O Brasil vive uma de suas piores crises. Desta vez não restrita ao setor econômico, às necessidades básicas da população ou à sua soberania, mas uma crise sem precedente no seu cerne; uma crise ética. O efeito direto disso é que a corrupção aumenta dia-a-dia em todos os setores, principalmente no setor público, e grande parte da população assiste passivamente bandidos roubarem o dinheiro público, que tem origem na arrecadação dos impostos e contribuições que todos nós pagamos.
A corrupção está em todas as esferas de poder, seja ele Executivo (governo federal, estadual ou municipal), Legislativo (congresso nacional, assembléia legislativa ou câmara de vereadores) e Judiciário (juízes ou tribunais). Mas está também entranhada nos hábitos e costumes de uma parcela significativa da população que vê com naturalidade o desvio, o achaque, a propina e o ‘por fora’. Está também no modo de vida de todo aquele que acha interessante, válido e aceitável cobrar ou pagar propina ou comissões indevidas para facilitar um negócio, livrar-se de uma penalidade ou obter qualquer vantagem. Embora seja um escândalo no plano público, é igualmente danoso no meio da sociedade civil.
Estimativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) aponta que cerca de R$ 80 bilhões são desviados a cada ano, em atos de corrupção. Todo esse dinheiro poderia – e deveria – ser investido na melhoria da vida da população, aplicado na educação, na cultura, na saúde, no saneamento básico, na segurança, na moradia popular, na construção de estradas, portos e aeroportos, no sistema de trânsito ou na pesquisa científica, de forma a proporcionar a cada brasileiro uma condição melhor, e não compor a fortuna de meliantes.
A corrupção está em todo lugar, desde quando um administrador público contrata um serviço ou uma obra com preços superfaturados em troca de receber de empresários um dinheiro “por fora”, ou quando os detentores do poder “negociam” e legislam em causa própria, aumentando vantagens, criando despesas e cargos públicos desnecessários, como acontece nos governos Federal, Estadual e Municipal, e também no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores. São milhares de “cabides de emprego” com altos salários e que não têm nenhuma necessidade para a população.
Exemplo de legislar em causa própria é a norma federal que permite que vereadores possam gastar até 5% do orçamento de seus municípios com despesas e remuneração dos próprios vereadores. Em Ponta Grossa os 5% correspondem a despesas que podem chegar a R$ 20 milhões ao ano, o que é um absurdo.
Este é o momento de todo brasileiro agir, seja em seu local de trabalho, seja na sua escola, na sua vizinhança, na sua igreja. É hora de mostrar a todos que não aceitamos, não toleramos e nos indignamos diante de tanta corrupção
Indignar-se é cobrar do seu deputado, vereador, senador, prefeito ou governador, que ele tome uma atitude concreta contra esse desvio de dinheiro público por meio da corrupção. É exigir que o legislador proponha e busque aprovar novas leis que limitem os gastos desnecessários e punam com mais rigor os corruptos e os corruptores. É exigir que nossos governantes sejam mais transparentes e melhores gestores do dinheiro público.
Indignar-se é cobrar dos membros do Ministério Público agilidade na investigação e propositura de medidas judiciais contra atos de corrupção ou de má gestão do dinheiro público. É cobrar dos membros do Judiciário para que os julgamentos sejam rápidos e as penas mais severas contra os corruptos e corruptores.
Indignar-se é participar das entidades civis organizadas, de forma que sejam fortalecidas e que a cada dia se possa utilizar e aperfeiçoar mais a tecnologia da informação como instrumento de prevenção e investigação de ações de combate à corrupção.
Indignar-se é cobrar pessoalmente de nossos políticos, que receberam nossos votos e foram eleitos, para que, além de serem honestos e bons gestores do dinheiro público, demonstrem que estão agindo desta forma, sendo transparentes. É exigir que nossos representantes políticos sejam os primeiros a cobrar dos governantes que as pessoas denunciadas por corrupção sejam afastadas imediatamente de seus cargos.
Indignar-se é também não compactuar com nenhuma forma de corrupção, mesmo as que parecem inócuas ou brandas. É agir na vida privada com a mesma lisura que se espera que os homens públicos atuem. O comportamento em casa, na rua, no trabalho, na vida enfim, dentro de padrões éticos e com respeito integral ao outro e aos seus interesses e direitos, é um passo decisivo nessa caminhada e um exemplo indestrutível para as próximas gerações.
Indignar-se é não trocar o seu voto por empregos ou favores, entendendo que o voto é um bem muito precioso e que não pode ser pago através de benefícios individuais.
Não seja omisso! Explique aos seus filhos sobre o mal que é a corrupção! Mostre sua indignação conversando com seus amigos e familiares! Leve sua indignação para os políticos e exija deles uma atitude concreta e, se ele nada fizer, na próxima eleição escolha melhor em quem votar.
Lembrando, que ano que vem é ano eleitoral. Precisamos ser responsáveis e valorizar o voto, assumindo assim o papel de cidadão. É necessário disseminar onde estivermos presente o valor e a importância do voto, não se deixando levar pelos “falsos profetas”, que usam de pífios argumentos e artifícios tecnológicos, os quais o dinheiro pode oferecer para conquistarem o poder.
Comitê Ponta Grossa de Combate a Corrupção
09 de dezembro de 2011.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
‘Varrição’ atrai mais de 200 pessoas no Calçadão
Aline Rios
Mais de 200 pessoas participaram hoje do ato público “Varrição”, que marcou o dia internacional de combate à corrupção em Ponta Grossa. A mobilizição no calçadão da Rua Coronel Cláudio teve seu auge por volta do meio-dia, quando todos uniram esforços para varrer panfletos com mensagens expondo exemplos de atos corruptos. A ação integra a Semana de Combate à Corrupção, que se encerra hoje, às 19 horas, com uma mesa de debates na OAB.
FONTE: Diário dos Campos
Mais de 200 pessoas participaram hoje do ato público “Varrição”, que marcou o dia internacional de combate à corrupção em Ponta Grossa. A mobilizição no calçadão da Rua Coronel Cláudio teve seu auge por volta do meio-dia, quando todos uniram esforços para varrer panfletos com mensagens expondo exemplos de atos corruptos. A ação integra a Semana de Combate à Corrupção, que se encerra hoje, às 19 horas, com uma mesa de debates na OAB.
FONTE: Diário dos Campos
Calçadão terá ‘varrição’ hoje a partir das 11 horas
Aline Rios
Hoje, o Dia Internacional de Combate à Corrupção será marcado pela realização do ato público ‘Varrição’, programado para acontecer a partir das 11 horas, no Calçadão da Rua Coronel Cláudio. A atividade integra a semana de combate à corrupção que se encerra nesta sexta-feira, com a realização de uma mesa redonda na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), às 19 horas. Toda a comunidade é convidada a integrar esta mobilização.
Dentro da programação do ato serão distribuídas vassouras verdes, amarelas e azuis, em alusão à corrupção que existe no País, no Estado e no Município. O coordenador do Conselho de Entidades, Luiz Eduardo Pillatti, enfatiza que a corrupção é uma das maiores mazelas que assola o Brasil e o mundo hoje. “Ela alimenta um sistema que não traz benefício para a sociedade. Sendo que cada vez mais a corrupção parece dominar jovens e adultos. É um círculo que precisa ser quebrado para que alcancemos a justiça social”, expõe.
Cartazes e panfletos serão distribuídos pelo Calçadão, citando exemplos recentes sobre as múltiplas formas de corrupção. Para o presidente do Observatório Social de Ponta Grossa e do Comitê Ponta Grossa de Combate à Corrupção, Ermar Toniolo, a corrupção persiste a partir de pequenos atos. “Comprar produtos sem nota fiscal ou sonegar impostos são exemplos disso”, afirma, destacando que a manifestação de hoje constitui um ato simbólico para que as pessoas possam demonstrar sua indignação.
À noite, participam da mesa de debates na OAB o juiz federal Antônio César Bochenek, padre Clayton Adriano Delinski, da Diocese de Ponta Grossa, e o pastor Renato Cordeiro, da Associação dos Ministros Evangélicos de Ponta Grossa (AME).
FONTE: Diário dos Campos
Hoje, o Dia Internacional de Combate à Corrupção será marcado pela realização do ato público ‘Varrição’, programado para acontecer a partir das 11 horas, no Calçadão da Rua Coronel Cláudio. A atividade integra a semana de combate à corrupção que se encerra nesta sexta-feira, com a realização de uma mesa redonda na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), às 19 horas. Toda a comunidade é convidada a integrar esta mobilização.
Dentro da programação do ato serão distribuídas vassouras verdes, amarelas e azuis, em alusão à corrupção que existe no País, no Estado e no Município. O coordenador do Conselho de Entidades, Luiz Eduardo Pillatti, enfatiza que a corrupção é uma das maiores mazelas que assola o Brasil e o mundo hoje. “Ela alimenta um sistema que não traz benefício para a sociedade. Sendo que cada vez mais a corrupção parece dominar jovens e adultos. É um círculo que precisa ser quebrado para que alcancemos a justiça social”, expõe.
Cartazes e panfletos serão distribuídos pelo Calçadão, citando exemplos recentes sobre as múltiplas formas de corrupção. Para o presidente do Observatório Social de Ponta Grossa e do Comitê Ponta Grossa de Combate à Corrupção, Ermar Toniolo, a corrupção persiste a partir de pequenos atos. “Comprar produtos sem nota fiscal ou sonegar impostos são exemplos disso”, afirma, destacando que a manifestação de hoje constitui um ato simbólico para que as pessoas possam demonstrar sua indignação.
À noite, participam da mesa de debates na OAB o juiz federal Antônio César Bochenek, padre Clayton Adriano Delinski, da Diocese de Ponta Grossa, e o pastor Renato Cordeiro, da Associação dos Ministros Evangélicos de Ponta Grossa (AME).
FONTE: Diário dos Campos
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